O que significa a bandeira?
A leitura das cores abaixo vem da proposta apresentada por Matthías Þórðarson em 1906. A lei islandesa descreve o desenho e as cores, mas não impõe uma interpretação simbólica para cada uma.
Representa o azul das montanhas da paisagem islandesa na explicação atribuída ao autor do desenho.
Remete ao gelo, elemento marcante da paisagem do país.
Evoca o fogo, associado à origem vulcânica da ilha.
A cruz deslocada para o lado do mastro segue o padrão compartilhado por bandeiras de outros países nórdicos, como Noruega, Dinamarca, Suécia e Finlândia.
História da Bandeira da Islândia
No fim do século XIX, a busca por uma bandeira própria acompanhou a reivindicação de maior autonomia. Em 1897, Einar Benediktsson defendeu um modelo azul com cruz branca. A versão ficou popular, mas não foi a escolhida oficialmente.
Em 1906, Matthías Þórðarson apresentou a solução que prevaleceu: uma cruz vermelha dentro da branca, sobre campo azul. Um decreto real de 19 de junho de 1915 aprovou esse desenho para uso na Islândia e em suas águas territoriais. Era então uma bandeira especial do território, ainda não um símbolo de plena soberania.
Quando a Islândia se tornou um Estado soberano em união com a Dinamarca, em 1º de dezembro de 1918, o mesmo desenho passou a ser o pavilhão nacional, inclusive para os navios islandeses. A República foi proclamada em 17 de junho de 1944, data em que a bandeira foi definida por lei, sem mudar sua composição básica.