O que significa a bandeira?
A bandeira sul-africana tem duas faixas horizontais — vermelha no alto e azul embaixo — separadas por um desenho verde em forma de Y, delimitado por branco e amarelo. Junto ao mastro, esse Y envolve um triângulo preto. A Constituição descreve o arranjo geométrico e fixa a proporção de dois por três.
O governo da África do Sul esclarece que não existe um significado oficial e universal para cada cor isoladamente. Por isso, não é correto atribuir uma interpretação única ao vermelho, ao azul ou a qualquer uma das seis cores. Em conjunto, elas sintetizam elementos importantes da história das bandeiras do país.
O Y que parte do lado do mastro e se une em uma faixa central é normalmente interpretado como a convergência de elementos diversos da sociedade sul-africana e seu avanço conjunto. Essa leitura combina especialmente com a adoção da bandeira no início da democracia.
Representa a convergência de diferentes trajetórias em um caminho comum, uma interpretação divulgada pelos órgãos públicos do país.
Reúnem referências à história vexilológica sul-africana, sem que cada cor possua, por si só, um significado oficial fixo.
É o ponto de partida do Y e organiza a composição visual que atravessa toda a bandeira.
História da bandeira da África do Sul
O desenho foi criado por Frederick Brownell, então arauto-chefe do Estado, durante a transição que pôs fim ao apartheid. A bandeira entrou em uso em 27 de abril de 1994, data da primeira eleição democrática nacional e hoje celebrada como o Dia da Liberdade.
Ela substituiu a bandeira usada desde 1928. Inicialmente concebida para a mudança política daquele momento, tornou-se o símbolo nacional permanente e foi incorporada à Constituição de 1996, que registra suas cores, medidas e disposição.
O novo pavilhão foi hasteado publicamente na posse presidencial de Nelson Mandela, em 10 de maio de 1994. Desde então, tornou-se uma das imagens mais reconhecíveis do país e de sua reconstrução institucional.